UK – Danger Money (1979)

uk-danger-money-1979Originally published on 02.01.07 (New Progshine blog)

UK
Danger Money
1979
Polydor / POLD 5019

Track listing:
A1. Danger Money 8:15
A2. Rendezvous 6.02 5:00
A3. The Only Thing She Needs 7:57
B1. Caesar’s Place Blues 4:45
B2. Nothing to Lose 3:58
B3. Carrying No Cross 12:22
Total length: 42:17

Review:

Supergrupo formado em 1978 pelo baixista John Wetton e também o baterista Bill Brufford, inicialmente tinha como guitarrista Eric Johnson, que não pode e foi substituído por Allan Holdsworth (que time!), pra completar Eddie Jobson nos teclados e violino, todos músicos carimbados. Nesse disco quem toca bateria é Terry Bozzio (mais um gigante!). Carreira curta da banda, mas os dois discos dizem bem mais do que muita discografia de 40 anos de muita banda por aí. Não achei um site ‘oficial’ da banda, então se alguém puder me passar algum site contendo mais informações ou se alguém puder compartilhar algum tipo de informação sobre os caras, sintam-se à vontade.

01. Danger Money
Um teclado sombrio junto a bateria, vários sintetizadores pelo caminho, já começa apocalíptico.  Vocais muito bem colocados em cima da melodia de teclados (que domina a abertura do disco), o verso é cantado em cima de um tempo quebradíssimo, e logo nos lembramos da voz de Wetton  (Asia). Solos bem ao estilo de Keith Emerson (Emerson, Lake & Palmer) e muitas vocalizações ao longo da música.

02. Rendezvous 6:02
Piano e baixo fazendo a melodia (um tanto quebrada), e o vocal de Wetton (muito bonito por sinal) entra em cena ganhando as luzes da ribalta. Tem um certo balanço a faixa até os dois minutos iniciais lembrando um pouco um baião. Depois entramos num quase túnel de lembranças e imagens (pelo menos pra mim) onde eu lembrei de muita coisa e pesei bastante. Algumas vocalizações pra volta dos versos em cima de uma linha de baixo sensacional (bom que anda lendo os meus releases acho que já notou que eu sou baixista então sempre dou atenção especial as linhas de baixo).

03. The Only Thing She Needs
Início de bateria a la Neil Peart (Rush), mas é só o começo porque a sequência me lembra o Gentle Giant (e as quebradeiras) e logo em seguida Genesis com certeza, principalmente a linha e o timbre de bateria. (Nossa que caldeirão de influências fantásticas, não?). Não tenho exata certeza quem canta os backing vocals com John mas com certeza ficaram excelentes em todas as faixas. Essa música me lembra um pouco o que o Asia fez alguns anos depois (só que um pouco mais sofisticado). Entre os versos as várias frases de bateria mostram Terry em forma. Na parte final viramos em um 4/4 bem elétrico com muita pegada, linha de baixo sem igual e solos de violino/teclado sensacionais.

04. Caesar’s Palace Blues
O ‘segundo lado’ dá início com um título mentiroso (risos), pois não é um blues, e sim mais uma porrada de bateria, nessa introdução dá pra ouvir alguns acordes de guitarra (que eu também não sei quem tocou), e o mais legal são os violinos pela música enquanto o vocal um tanto rasgado entra em cena. O tempo (pra variar) não poderia ser mais quebrado. Com certeza eles
não queriam facilitar a vida de niguém que quisesse tocar as músicas do disco. (mais risos). Final todo em ‘códigos’ e como em toda a faixa com muitos violinos sensacionais de Jobson.

05. Nothing To Lose
Acho que me enganei! Essa daqui com certeza é a mais ‘Asia’ do disco (natural já que Wetton foi um dos fundadores do próprio), com certeza me lembrou muito. Os vocais triplicados são muito legais. Adoro ‘corais’. Tem um refrão bem legal e um solo quase ‘disco’ que me lembrou algum som e eu não consigo lembrar exatamente o que. E só pra variar a linha de baixo de Wetton nessa parte é maravilhosa. Nothing to lose, nothing to lose, nothing to lose…

06. Carrying No Cross
Seria essa a faixa épica do disco? Tenho a impressão que sim, e, como todo épico ela é apresentada por partes, uma a uma essas partes vão se modificando e se transformando num crescendo. Começa tímida, enigmática, o vocal entra e canta ao coração das pessoas pra que aos poucos a melodia entre nos ouvidos e mentes. Quando começamos a nos acostumar, tudo vai mudando aos poucos para que ninguém seja traumatizado bruscamente por uma mudança, tudo é feito aos poucos e com calma, como um pássaro que contrói a sua casa com galhos de árvores e com a paciência dos sábios. Eis que agora sim é hora da mudança (e mesmo assim ela acontece de maneira natural sem que percebamos), algumas luzes de Keith Emerson novamente, uma melodia bem assombrosa e olha que só estamos na metade (bateria magistral aqui). Uma parte exclusiva para o piano numa quase inacreditável mudança áspera, a banda volta muitas quebradas e retornos e olha que estamos em 1979 o mundo já não estava mais acostumado. Voltam ao tema e logo em seguida ao ínicio, quase que um círculo vicioso, a cobra que engole o próprio rabo.

O disco (e também a banda) viram a luz do dia em uma época difícil para o progressivo, o fim dos anos 70. Mesmo assim a banda é sensacional e esse disco é com certeza bem acima da mádia.

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