Tantra – Holocausto (1979)

tantra-holocausto-1979Originally published on 03.01.07 (New Progshine blog)

Tantra
Holocausto
1979
Vadeca / 8E 072 40478

Track listing:
A1. Om 8:47
A2. Holocausto – Ultimo Raio do Astro Rei 10:53
A3. Zepyrus 2:50
B1. Talismã 8:44
B2. Aru 4:24
B3. Pi 7:24
Total length: 43:02

Review:

Portugal! Lugar incomum para o Progressivo, mas aqui temos o Tantra grupo de um prog sinfônico excelente! No mesmo nível dos grandes ingleses! Fazendo o nome dos Portugueses! Do single de 1976 Novos Tempos foi um pulo ao 1º disco da banda Misterios E Maravilhas. Carreira curta, mas essencial. Não consegui achar informação nenhuma sobre o selo ou gravadora que os lançaram, então se alguém puder dar uma ajuda eu agradeço. A banda retornou a ativa no início de 2003 e está lançando um disco novo.

01. OM
O início ‘sintetizado’ já nos dá uma dica do que virá! Uma camada de teclados cobre todos os ‘cantos do som’ (se é que o som possui cantos). Ledo engano! A introdução de teclado não nos dá a real imagem do que viria, um prog de alta técnica (impressionante a bateria de Tó Zé), logo em seguida o vocal de Manuel Cardoso entra melodicamente perfeito dentro da proposta da banda. Excelentes linhas instrumentais e… quebra-se tudo novamente pra que o piano tome conta junto à todos os ‘sons flutuantes’ possíveis, iniciar dessa forma, o pessoal não estava brincando. Linha de baixo sensacional e a volta dos vocais (que como eu já havia dito no release do José Cid que também é Português, é maravilhoso ouvir os vocais em Português nativo). A parte final é cheia de quebradas e solos de teclados e baixo. Nesta faixa a guitarra é ‘tímida’.

02. Ultimo Raio Do Astro Sol
Apocalíptico! Daqueles de arrepiar. Guitarras esparsas, bateria pulsante e muita vocalização. Totalmente Yezda Urfa e desconcertante o que vem a seguir, nem sei de onde tiraram a loucura toda. A seguir um vocal bem bonito, estranha linha de baixo e bateria, e um piano quase clássico ao fundo. A banda possui uma impressionante técnica no quesito mudança radical de tempo e melodia das músicas, isto é apresentado, e muito! Os teclados sempre tem timbres bem bacanas. Um pouco depois do meio da canção guitarra e teclado dividem solos quase num duelo, e mais uma vez a banda muda radicalmente como se fosse a coisa mais natural do mundo. Extremamente competente e complexo o instrumental dos caras.

03. Zephyrus
Cítara e loucura, uns sons estranhos que eu não tenho a mínima idéia de onde saíram! A cítara come solto no meio dos ‘barulhos’, bateria gongando, e fixa-se uma melodia soturna, com baixo solando junto ao teclado, e algumas vocalizações de fundo fazem com que tudo fique ainda mais sombrio. E destaco novamente o excelente trabalho de Tó Zé Almeida na bateria.

04. Talismã
A guitarra tem um arpegio bem legal junto com o teclado, enquanto a banda faz uma casa sem parede pros arpegios dos dois. Eis que a faixa dá uma guinadae se transforma em uma corrida contra o tempo e o vento por um curto espaço de tempo, o piano traz de volta a calmaria pros vocais (que são esporádicos, mas excelentes!) O arsenal de teclados que por sinal é muito bem aproveitado faz uma enorme diferença. A melodia vocal que se segue é emocional, pra que o baixo entre em destaque logo após. Peter Luis é o rei dos teclados e… desconhecido. Tsc, tsc, tsc…

05. Ara
Aqui as guitarras e violões aparecem um pouco, logo de cara o vocal incial já é muito legal. Mais um pouco de trevas (mas dessa vez com as guitarras tendo papel fundamental), uma sessão sinfônica sem igual e volta o tema inicial. Um suíngue entra em campo, quase dançante com um timbre de teclado bem legal solando e bateria extremamente quebrada, o baixo? Claro que segue, e muito bem, a bateria. E não é que ele canta em cima dessa quebradeira toda?!?

06. PI
Essa tem cara de clássico! Piano, pratos e a guitarra num e-bow se não me engano e baixo suingado mas num tempo muito diferente de todo o resto (Americo Luis faz misérias com o Precision dele), os vocais em falsete eterno são muito bons! Solo de guitarra e teclado juntos! A banda tem uma maneira bem legal de compor com dois instrumentos solando em várias partes. Aqui a quebradeira é total, bem jazz-fusion.

O Tantra (e esse disco) me chamaram muito a atenção, já que o disco é excelente e de qualidade indubitável. Esse disco tem uma cara própria mesmo mesclando diversas influências. Os caras são bons.

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