Yes – Symphonic Live (2009)

yes-symphonic-liveOriginally published on 06.12.06 (New Progshine blog)

Yes
Symphonic Live
2009
Eagle / ER 20152-2

Track listing:
1-1. Overture 2:30
1-2. Close to the Edge 20:30
1-3. Long Distance Runaround 5:29
1-4. Don’t Go 4:29
1-5. In the Presence Of 11:04
1-6. Gates of Delirium 23:30
1-7. Steve Howe Guitar Solo 6:26
2-1. Starship Trooper 12:18
2-2. Magnification 7:23
2-3. And You and I 11:16
2-4. Ritual 28:21
2-5. I’ve Seen All Good People 7:21
2-6. Owner of a Lonely Heart 5:49
2-7. Roundabout 6:28
Total length: 152:54

Review:

DISCO 1
01. Overture (Give Love Each Day)
Introdução (obviamente saida dos falantes da casa de show), das melhores, me lembra um pouco o disco solo de Schris Squire (Fish Out Of Water de 1975 onde quase todas as canções são orquestradas).

02. Close To The Edge
O épico começa já botando pra quebrar, o que é Steve Howe na guitarra? Não há resposta, só bocas abertas. Uma introdução longa baixo tomando frente e quebrando tudo, quando os vocais entram é só pra deixar a canção mais irresistível ainda. O refrão de Close To The Edge não há como não cantar junto ‘I get up…..’ emocionante. Lá pela metade da música temos um solo de baixo divino acompanhado pelos teclados de Tom Brislin (esse garoto é bom, muito bom), e as guitarras de Steve. Os vários vocais da sequência só deixam a coisa mais legal ainda. Depois dos versos temos uma das loucuras do Yes, com uns timbres de teclados divinos, pra que em seguida ‘o som dos anjos’ volte a dominar. Teclados típicos a la Rick Wakeman (já que foram compostos por ele), pra que a parte final e magistral nos leve além. A voz de Jon é algo a ser estudado (risos). I get up, I get down’

03. Long Distance Runaround
Depois da introdução maravilhosa da orquestra (que diferença eles fizeram), vem o famoso riff de Long Distance Runaround, quebrada e sem igual, repito e repetirei eternamente, Chris Squire é divino! É sempre bom ouvir Jon falando é diferente, pra quem entende um pouco de inglês vai ver o quão bicho-grilo Jon é (risos)

04. Don’t Go
Músico do então disco mais novo (Magnification), depois de uma introdução vocal divina, começa a canção que a princípio é pop, mas muito boa, o engraçado é que Chris usa um baixo Fender nessa música (e todos sabem que ele nunca troca o Rickenbacker). Depois de uma parte com Jon cantando em um megafone a coisa fica um pouco mais forte, volta o verso, os vocais, teclados bem legais, em resumo uma novo milênio não tirou o talento dos caras, como nos Stones por exemplo. (Desculpa sei que nem tem comparação. Yes com Stones? Onde eu to com a cabça, Stones é lixo).

05. In The Presence Of
Começa com Alan White tocando teclado (?), e me lembra o que Neal Morse está fazendo hoje, cantando com um pé no paraíso, com o que as pessoas chamam de Deus. Logo em seguida entra o baixo numa introdução um tanto estranha rsrsrs, e os vocais de Chris, (o que seria de Jon sem eles). A canção é linda, ainda mais com a valorização da orquestra. Os vocais em eco, timbres elegantes, o Yes enfim.

06. Gates Of Delirium
A orquestra deu nova cor pra canção, novos ares, combinado com teclados. Linda melodia vocal, como tudo que Jon fez e faz, junto com Mr. Squire claro. A vontade que Jon canta essa música é algo que se deve elogiar e admirar, isso chama-se paixão, paixão pela música e pelas coisas que acontecem, a esperança de sempre seguir em frente. Confusão de instrumentos, a época do Tales From Topographic Oceans no Yes tinha muito disso. É difícil traduzir em palavras canções tão fortes e complexas como essa com mais de 25 minutos, só ouvindo mesmo. Aplausos de pé para a banda.

07. Steve Howe’s Solo
Steve Howe, poucos lembram desse nome quando se fala em guitarristas, pois o que vos digo é: Que injustiça! Nessa peça ele mostra a que veio no violão, renascentismo e lirismo, clássico, erudito e rock n roll. Grande!

DISCO 2

01. Starship Trooper
Se tem uma música pela qual eu acho que o Yes deveria ser lembrado é esta (depois dessa só Roundabout mesmo!). Da dafe áurea da banda (do The Yes Album de 1971), este disco foi um marco sonoramente falando, já quem 71 poucas as bandas progs arriscavam tanto. E a sonoridade de Starship Trooper consolidou isso. A parte folk da canção nos brinda com lirismo e grandeza. A parte final da canção é um instrumental sem igual, com destaque total para o solo de sintetizador do ‘convidado’ Tom. Obra-prima!

02. Magnification
Canção do disco homônimo, e mais uma vez mostrando que eles ainda mandam muito bem, o até então último disco de músicas inéditas da banda tem algumas pérolas muito boas e bonitas. Digna dos 70’s a canção encarna muitos elementos de várias décadas (das quais a banda passou) 60, 70, 80, 00….. O Yes é imortal.

03. And You And I
Os agradecimentos hilários (risos). Essa é um atestado de amor de Jon para a sua mulher Jane. Harmônicos inciam a canção, e a introdução de violão é simplesmente genial. Não há como não se perder nela. Baixo grave até não poder mais marcando com a bateria, sintetizadores marcando a canção, o violão eterno marcando toda a batida. Lindo a parte ainda mais acústica da banda.

04. Ritual
Como o próprio nome já diz, simplesmente um ritual, pouco mais de 30 minutos falam bem mais do que eu. E eu não vou falar mais nenhuma palavra sobre essa canção!

05. I’ve Seen All Good People
Esse é o marco zero! Foi a 1ª vez que ouvi Yes na minha vida, madrugada de 2000 numa dessas noites em que eu tentava dormir e de repente na rádio Kiss toca essa maravilha! Fiquei de quexi caido quando ouvi os vocais e o que na época eu achava que era uma viola caipira (hoje eu sei que é um alaúde rsrs). Aqueles timbres de teclados, e nessa ocasião misturaram Give Peace A Chance no refrão vocal, ficou muito legal. A 2ª parte da canção é u riff divino pra que cantem eternamente e bem que poderiam. É um refrã muito cativante, dá realmente vontade de cantar junto. E foi como a platéia fez, difícil isso num show do Yes, teve até o pessoal batendo palmas e tudo. Banda alatamente ovacionada.

06. Owner Of A Lonely Heart
Única representante dos 80’s este riff é mundialmente conhecido (tenta tocar esse riff e cantar junto é difícil meu, risos). Aqui estamos de frente com uma música pop e divina, só acho que algo do Big Generator (1987) também deveria ser colocada no repertório deles (eu adoro esse disco).

07. Roundabout
Se existe uma linha de baixo perfeita é essa, e essa introdução nova que o Steve bolou é genial. No vídeo a galera da orquestra vem pra frente junto com o pessoal da banda e fica dançando e cantando junto com eles é genial, é visível a felicidade de todo mundo. Uma versão genial de uma (talvez a) música mais genial de todos os tempos. As quebras de tempo da música, a atmosfera que ela gera.
Se puderem vejam o DVD, mas esse bootleg, PELAMORDEDEUS!

58078-yes-symphonic-363x250

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s