The Alan Parsons Project – Pyramid (1978)

the-alan-parsons-project-pyramid-1978Originally published on 02.12.06 (New Progshine blog)

The Alan Parsons Project
Pyramid
1978
Arista / SPART 1054

Track listing:
A1. Voyager 2:24
A2. What Goes Up… 3:31
A3. The Eagle Will Rise Again 4:20
A4. One More River 4:15
A5. Can’t Take It With You 5:06
B1. In the Lap of the Gods 5:27
B2. Pyramania 2:45
B3. Hyper-Gamma-Spaces 4:19
B4. Shadow of a Lonely Man 5:34
Total length: 37:41

Review:

01. Voyager
O começo do disco abre com um toque forte, as guitarras do começo dão um tom amigável, as camadas de teclados se sobrepõe a baixo e bateria. Uma pequena introdução.

02. What Goes Up…
Para que entre What Goes Up… e seu refrão sensacional, me traz uma paz e um conforto esse refrão, o verso intrincado e angustiado abre espaço para o refrão sem igual. Solo de guitarra muito bacana e mais solos de guitarras. A segunda parte meio Beatles meio fanfarra é sem igual, um trabalho de produção e composição impecável.

03. The Eagle Will Rise Again
O forte da banda são as baladas com propriedade (sabe aquelas músicas lindas que todos ouvem e se perguntam de quem é?) a terceira do disco não foge a regra e já começa emendada a faixa 2, sem sombras de dúvida Alan Parsons e Eric Woolfson são compositores sensacionais. Melodia sensacional, os vocias no fundo, o violão. E mais os refrões pegajosos e emocionantes voltam a cena, não há como cansar de um disco assim, com certeza não há.

04. One More River
One More River volta mais animada e com destaque especial para o baixo de David Patton cheio de efeitos e belas passagens, vocais corretíssimos para a canção (souberam escolher a voz), no meio uma desacelerada estratégica, orquestra e banda juntas, e um maravilhoso solo de sax. Volta a sensação de que está tudo certo e que o disco não pode acabar. Final emocional para a entrada da próxima canção.

05. Can’t Take It With You
Que já começa com um clima meio egípcio (afinal estamos falando de pirâmides aqui), então segue um riff muito bacana, com destaque no vocal também. Refrão bem bacana. Vocalizações, belas camas de teclados e sons. Deserto! Ritmo constante. Bateria na frente. Excelente vocal e um solo de guitarra muito bom. Mais Egito (até que tivemos pouco de Egito no disco, já que o mesmo se concentrou mais no quesito cobiça, que é o sinal representado pelas pirâmides), um final muito bom pra música.

06. In The Lap Of The Gods
Sinos (já sabemos de onde David Gilmour tirou os mesmo do The Division Bell). Órgão sensacional mais na frente dando um climão pra música, logo em seguida uma marcha de caixa (bateria), violões dando o tom. O que eu chamaria de bandolins (não tenho certeza se são mesmo) dão um toque especial, a música é cheia de climas que a orquestra faz , é tenso mas bonito. E o coral dá um toque épico, Renascentista a tudo. O meio nos reserva uma quebrada de piano elétrico toda diferente e bacana, logo seguida pelo naipe de sopros da orquestra, daqui vem metade da influência de bandas como o Therion e Haggard. Violinos, eles não poderiam faltar né! No Colo Dos Deuses literalmente.

07. Pyramania
Pyramania começa com um teclado e um vocal (os dois bem engraçados e bem legais), linha de baixo muito bem construída e base sólida. Uma parte instrumental bem Pagannini (de uma maneira estranha) e la la las tomam conta dos alto-falantes, uma canção descontraída pra nos contar sobre os paranóicos piramidescos (risos)

08. Hyper-Gamma-Spaces
Esse instrumental vem nos moldes do Pink Floyd (influência grande da banda), mais ou menos na linha de On The Run, uma pegada de sintetizador que não para, só vai modulando as notas enquanto outro faz as melodias. Adoro esses intrumentais. Viagens sem sair da poltrona ou sofá.

09. Shadow Of A Lonely Man
Isso daqui é lindo, se eu tivesse que escolher uma canção ficaria em dúvida entre What Goes Up… e Shadow Of A Lonely Man, duas canções lindas e sem iguais como em todos os discos da banda sempre tem. O início orquestrado, o piano sempre na frente, o vocal perfeito, emocionanal, numa melodia simples e bela, me respondam de coração se não é simplesmente linda? Todo disco teria que ter um final tão bom quanto esse.

O disco é razoavelmente curto (pouco mais de meia hora), mas todos os discos da banda são assim, e também não precisamos de um disco que um disco tenha mais que uma hora pra ser bom (pelo contrário, as vezes discos longos demais vão ficando chatos). Uma banda genial que deveria ser lembrada mais do que normalmente é.

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