Queen – II (1974)

queen-iiOriginally published on 03.12.06 (New Progshine blog)

Queen
II
1974
EMI / EMA 767

Track listing:
A1. Procession 1:12
A2. Father to Son 6:14
A3. White Queen (As It Began) 4:34
A4. Some Day One Day 4:23
A5. The Loser in the End 4:02
B1. Ogre Battle 4:10
B2. The Fairy Feller’s Master-Stroke 2:40
B3. Nevermore 1:15
B4. The March of the Black Queen 6:08
B5. Funny How Love Is 3:17
B6. The Seven Seas of Rhye 2:50
Total length: 40:45

Review:

01. Procession
Brian May é o melhor guitarrista de todos os tempos sem sombra de dúvida, as orquestrações que fazia com a sua Red Special (guitarra construída por ele e o pai) são especiais, nesta Procession ele gravou mais de 10 guitarras em overdubes perfeitos. O resultado é excelente.

02. Father To Son
Um começo de canção bonito e forte, a bateria de Taylor a frente marca a canção, as guitarras fazem ‘ventos’ pela música, o baixo de Deacon (um dos melhores baixistas que já pisou na Terra) faz uma linha sem igual. A canção se torna mais pesada mostrando a nítida influência inicial da banda, as bandas de Hard Rock, um riff que lembra um pouco Led Zeppelin, mas que fica bem mais pesado e denso, Jimmy Page jamais faria algo assim, só Brian poderia. Final em coral e Brian solando magistralmente.

03. White Queen (As It began)
Desta vez quem dá as caras é o violão pra marcar uma bela melodia (não sem antes a nossa ‘pequena orquestra’ fazer a introdução), voz e violão, ainda não era a voz do Freddie que todo mundo conhecia, mas de qualquer maneira é sensacional o vocal de Freddie Mercury, na minha opinião o melhor vocalista de Rock da história. Muitos vocais de fundo (o que no caso do Queen é redundância já que todos com exceção de John cantavam pacas, John preferia não cantar em estúdio mas ao vivo quebrava o galho do pessoal). O timbre de violão que Brian tirou para o solo, uma coisa meio cítara, nas palavras do próprio foram tiradas num violão muito barato que ele achou numa loja e captado de maneira pouco usual, já que normalmente ele usava violões Ovation para gravações.

04. Some Day One Day
O que temos nesta faixa é uma introdução muito legal de violão, um solo muito bem tocado, e Brian cantando divinamente (parece até que eu estou puxando o saco do Brian may, mas eu simplesmente acho ele demais, escutem a carreira solo dele). O violão da canção funciona mais como um instrumento de percussão do que de harmonia, e é claro dando suporte para as muitas vocalizações e detalhes na faixa. Dá-lhe Red Special!

05. The Loser In The End
Ladies & Gentlemans… Roger Taylor. Composta pelo baterista e cantada por ele, tem um introdução de bateria muito legal, e um ritmo meio R&B meio Rock, os violões tomam conta de quase todo o Lado da ‘Rainha Branca’.

06. Ogre Battle
O começo é simplesmente demais, os gritos do Roger, o ritmo alucinante, as guitarras ora pesadas ora melodiosas. Um épico ora prog ora pesado, como vou definir algo assim? Impossível, só ouvindo, não é o Queen que a gente conhece, e também não é nenhuma outra banda prog que conheçamos. Genial.

07. The Fairy Feller’s Master-Stroke
Sensacional o começo, baixo a frente, meoliosa, épica (no sentido Senhor Dos Anéis). Sem palavras.
08. Nevermore Freddie Mercury, voz e piano, eu ainda preciso dizer algo a mais?

09. The March Of The Black Queen
Essa daqui é o destaque eterno do disco, com um som confuso e forte, os vários vocais de Freddie, as vocalizações, ele simplesmente encarna a Rainha da história, enquanto tem uma puta banda nas mãos. Com os seus pouco mais de 6 minutos essa canção é um apanhado de tudo que o Queen podia fazer e fez e um pouco mais, final delicioso.

10. Funny How Love Is
Funny How Love Is começa emendada com The March of The Black Queen e é uma canção de uma frase só, (é difícil de explicar) é uma única frase música com uma letra que se repete na melodia e nos começos das frases, enquanto isso os vocais no fundo fazem melodias, o piano segura a onda, a guitarra se ‘mostra’, e quando vc acha que a canção muda ela… acaba (risos) só o Queen mesmo.

11. Seven Seas Of Rhye
É a única que foge do contesto do disco, parece ser a única composta com uma vontade diferente, e nem por isso deixa de ser deliciosa, pelo contrário, o piano do começo deveria ser estudado em todas as escolas de música do mundo, (ah Freddie). Da canção instrumental sem tantos charmes do primeiro disco esta versão se transforma em grande música, ponto alto de qualquer show do grupo e de qualquer fita K7 que se preze (risos), um final digno pra esse II. PS. Mas eu queria muito saber o que eles cantam no fim da música, nunca consegui entender as frases cantadas.
Quando fui comprar este disco eu simplesmente queria um disco do Queen que eu ainda não tinha e que eu ainda não tivesse escutado a maioria das músicas, pois bem, acabei comprando este daqui, equal foi a minha surpresa? Descopbri que eu amava o Queen cada vez mais, dito isso vou-me deixando um gostinho de quero mais e de surpresa.

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