Harmonium – Si On Avait Besoin D’une Cinqueième Saison (1975)

harmonium-%e2%80%8e-les-cinq-saisonsOriginally published on 18.11.06 (New Progshine blog)

Harmonium
Les Cinq Saisons
1975
Celebration
CEL 1900

Track listing:
A1. Vert 5:34
A2. Dixie 3:26
A3. Depuis l’automne 10:25
B1. En pleine face 4:51
B2. Histoires sans paroles 17:12
Total length: 41:28

Review:

01. Vert
Flautas, muitas flautas, começa o arraso! E lá vem os violões que recheiam o disco todo nos dando o ar da graça, juntamente com um baixo palhetado e muito bem timbrado. E dá-lhe as harmonias vocais sofisticadas e duplicadas. Os vocais são um caso a parte e diga-se de passagem todos em francês, o que é sensacional, é muito bom ‘desacostumar os ouvidos’.

02. Dixie
Estou em um cabaré! Com certeza é isso que eu disse e senti quando ouvi essa música pela primeira vez, tem-se a nítida impressão de que estamos em um cabaré, dançarinas com vestidos vermelhos e azuis espalhafatosos, cowboys, e piano honky tonk comendo solto. (Bela introdução)

03. Depuis L’automne
O destaque desta música com certeza é o vocal de Serge Fiori e as suas melodias que com certeza são um caso a parte na banda, o teclado maravilhoso logo em seguida, as vocalizações. E no meio começa uma viagem maravilhosa, com efeitos nos violões, teclado tipo ‘vento’ bem no estilo do Tony Banks (Genesis), e um sax fechando de contraponto. Voltam os violões, voltam as vcalizações, a música vem num crescendo e te envolve por completo, pra então voltarem os vocais. Absurdamente fantástico!

04. En Pleine Face
O então segundo lado do LP começa com um belo dedilhado e uma melodia vocal que me lembra de coisas boas (mesmo sem saber realmente o que está sendo cantado, mas não é essa a maravilha da música?). Acordeons entram e deixam o clima de França ainda mais sensacional e bucólico, uma paisagem estranha vem a cabeça. Vocais do tipo coral invadem os fones e as caixas de som, sem bateria (aliás, o disco todo) e sem percussão. E é necessário? Não com certeza não!

05. Histoires San Paroles
Barulhos do oceano abrem o épico do disco de 17’12, flauta e violão num casal apaixonante nos leva a pensar o porque de todo o ódio do mundo. E uma grande influência de Tony Banks (Genesis) nos teclados de Serge Locat. Em seguida melodias de violões tão bem trabalhadas se entrelaçando, mostrando que nem sempre virtuosismo é necessário e sim sentimento, logo seuguimos com melodias que me lembram uma trilha sonora de um sonho, estranho e surreal. Surrealismo Folk! Vocalizações especiais de Judy Richard dão um toque prog a la Renaissance a canção. Sax e flautas fazem cotraponto com baixo e violões, teclados fazem a ‘cama’ pra que deitemos e sonhemos com outras idéias e ideais. Uma espécie de circo vem a tona com destaque para o fraseado muito bem encaixado de baixo e piano, então eis que as flautas tomam conta e nos dizem que os ouvidos não serão mais como antes. Nunca mais
Um disco que se não ficou conhecido façamos com que fique agora, porque merece! Com certeza.

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